sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Olhando para o Alto de onde vem o Socorro


Fomos chamados para viver acima das circunstâncias e ter os nossos olhos no Senhor. As Escrituras Sagradas nos dizem que Satanás veio para roubar, matar e destruir (Jo.10:10).


Eu sempre dizia que o diabo vive tentando roubar a saúde, o dinheiro e a família de cada vivente, pois ele não quer que ninguém seja feliz sob as bênçãos de Deus.


Mas o fato é que o diabo não está tão preocupado com estas coisas, elas não são seu verdadeiro alvo. O que ele verdadeiramente quer é roubar nossa fé e relacionamento com Deus.


Este é seu fim, seu grande objetivo; mas roubar a saúde, o dinheiro e a família, são MEIOS QUE ELE USA para tentar conseguir chegar onde realmente quer.Portanto, precisamos aprender a viver olhando para o alto, com nossos olhos fixos no Senhor em todo tempo, independentemente das circunstâncias à nossa volta.


E o processo de ser mais que vencedor tem a ver com isto. No fim da prova Deus não somente nos dá a vitória, como também nos ensina a apegarmo-nos mais a Ele, vivendo acima das situações externas.


A geração atual de crentes vive olhando somente para as coisas terrenas, não tem seus olhos em Deus. Nossa pregação praticamente só enfatiza o que é terreno, quase não se leva as pessoas a olharem o celestial; mas segundo a exortação bíblica, devemos levantar nossos olhos:


“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.” - Colossenses 3:1-3


Note o mandamento da Palavra que vem como um imperativo: Buscai e pensai nas coisas do alto, não nas que são da terra. Em toda a Bíblia encontraremos advertências quanto à termos nossos olhos no alto em vez de na terra. No Tabernáculo de Moisés, que Deus o mandou construir segundo o exato modelo das visões que ele teve no monte, é impressionante a ênfase figurada que o Senhor deu deste assunto.


Quando mandou Moisés fazer as quatro coberturas que se sobrepunham como teto da tenda da revelação, o Pai Celestial mandou que elas fossem todas bordadas, embelezadas; eram um verdadeiro espetáculo artesanal que ninguém hoje poderia reproduzir, pois a arte não era meramente humana, Deus havia enchido os artesãos com seu Espírito para que pudessem executar o modelo divino ordenado.


Portanto, quando alguém entrava na tenda da revelação, se queria ver algo belo tinha que olhar para cima, para o alto. Mas se conservasse seus olhos no chão não veria beleza alguma, pois Deus nunca mandou que fizessem nenhum tipo de piso, aonde acampavam utilizavam-se da própria terra do local.


Enquanto o teto era indescritivelmente belo, o chão era feio, de terra. Assim também é na vida cristã, a beleza do andar com Deus está quando aprendemos a olhar para o alto, para Deus mesmo e as coisas celestiais; não há beleza numa vida de preocupação somente com o terreno.


Não há nada espiritualmente belo num evangelho que só prega sobre o dinheiro e os caprichos deste mundo como se isso fosse a prosperidade bíblica! Não se engane, nossos olhos devem se levantar bem acima do que é terreno, sejam os atrativos deste mundo ou as circunstâncias negativas que nos cercam; devemos olhar para o alto em todo tempo.


Crentes que só se preocupam com o dinheiro e seus negócios, não servirão ao propósito divino da colheita de almas, pois para se ter a sensibilidade espiritual de ver a necessidade dos perdidos é preciso tirar os olhos das coisas terrenas e levantá-los para os céus. Jesus mesmo disse: “erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (Jo.4:35).


Por que o Mestre disse isto aos discípulos? Porque enquanto eles só haviam pensado em buscar comida e saciar sua fome naquela aldeia de samaritanos, Jesus se preocupara em ganhar aquela mulher que estava junto ao poço de Jacó, e ela por sua vez, trouxe praticamente toda a aldeia para ouvi-lo.


Então ele lhes diz que se nossos olhos estiverem no chão, cuidando apenas das coisas terrenas, não enxergaremos os campos brancos para a ceifa; ou seja, não teremos a sensibilidade de ver a necessidade espiritual das pessoas.


Temos que olhar para o alto se queremos ser úteis ao Senhor, pois aqueles que só olham para o chão desanimam-se nas horas difíceis e deixam de servi-Lo. Já quanto aos que têm seus olhos no Senhor, não há o que os faça parar.


Prender nossos olhos no chão é o grande plano satânico contra nossas vidas; ao atacar nossa saúde, família e bens, o que o maligno quer de fato é tirar nossos olhos do Senhor, fazendo com que fitemos somente o chão, o terreno.


Há um texto bíblico que revela esta astúcia do inimigo em seus ataques; examinêmo-lo com suas figuras espirituais:“E veio ali uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; andava ela encurvada, sem de modo algum poder endireitar-se. Vendo-a Jesus, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus.” - Lucas 13:11-13


Esta mulher andava encurvada por quase duas décadas, e não havia meios de se endireitar pois sua doença era espiritual e não física. Tratava-se de um espírito maligno de enfermidade, um agente de Satanás prendendo seu corpo.


Sabe, há uma figura aqui; esta mulher vivia olhando somente para o chão; sua costa encurvada a impedia de andar olhando para cima. Podemos ver em operação na vida desta mulher o verdadeiro plano maligno contra cada cristão; Cristo disse que ela estava numa prisão de Satanás:“Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?” - Lucas 13:16


Estar numa prisão de Satanás não quer dizer que o próprio príncipe das trevas a prendia pessoalmente, pois já vimos que era um enviado dele, um espírito de enfermidade, quem realizava o trabalho. Mas Jesus mostrou que tal espírito maligno só estava cumprindo ordens de seu chefe, o que nos permite ver que o plano era de Satanás e a execução era do subalterno dele.


Por que é importante notar isto? Para entendermos que o inimigo não nos ataca só por atacar, ele tem planos e estratégias para tentar nos derrubar e devemos nos prevenir contra ele!Que tipo de prisão era esta que Jesus mencionou? Não era a doença e nem o espírito de enfermidade em si, mas a que ponto ele levava esta mulher.


Ela não podia olhar para o alto! É isto que o diabo quer, que tiremos os nossos olhos de Deus; esta era uma crente da época, pois foi chamada de “filha de Abraão”, referência dada não só por ser naturalmente descendente do patriarca, mas por esperar na promessa divina feita a ele.


Também vemos que ela estava na sinagoga, o que poderíamos chamar de a igreja da época. Não se tratava de uma pecadora qualquer que nada queria saber acerca de Deus, mas de alguém que o temia, cria n’Ele e queria andar em sua presença.Semelhantemente, Satanás tenta nos prender com os olhos no chão, para que não olhemos para cima.


E por que ele nos ataca desta forma? Porque ele não pode nos arrancar das mãos de Deus, como Jesus mesmo falou:“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. Eu e o Pai somos um.” - João 10:27-30


O diabo jamais poderá nos tirar das mãos de Jesus! Nunca! Temos um claro pronunciamento de Jesus Cristo neste sentido. Mas ele vai atacar com sutileza; ele quer nos indispor com o Senhor, fazendo com que nos voltemos contra Ele, porque então nós mesmos desceremos dos braços do Senhor e estaremos expostos.


No livro do Apocalipse, o Senhor faz menção da doutrina de Balaão, que costumava ensinar Balaque a por tropeços diante dos filhos de Israel para que pecassem (Ap.2:14). Lemos em Números que Balaque contratou Balaão para amaldiçoar a Israel pois tinha medo de ser por ele destruído na batalha.


Deus advertiu a Balaão que não fosse após Balaque, mas ele amou o prêmio da injustiça e desobedeceu. Mas não conseguiu amaldiçoar ao povo do Senhor, pois em cada uma das quatro vezes em que tentou fazê-lo, Deus mudou suas palavras em bênçãos sobre os israelitas. Vendo que nada podia contra o povo, Balaão aconselhou Balaque, rei dos moabitas, a enviar as mulheres do seu povo ao arraial dos israelitas para que se prostituíssem com eles e então os levasse a adorar os deuses delas.


Qual foi o pensamento de Balaão? Ele viu que não havia como tocar o povo pois eles estavam debaixo da proteção divina e com Deus ninguém pode; então a única saída seria colocar o povo contra Deus, visto que Deus não abandonaria o povo. E quando através do pecado da prostituição e também da idolatria o povo se afastou do Senhor, então ficou vulnerável, e a ira do Senhor se acendeu contra o povo.


O que Balaão não podia fazer contra o povo, fez com que o próprio povo fizesse contra si mesmo! É assim que o diabo age. Uma vez que ele não pode tirar-nos da mão do Senhor, nem fazer nada contra nossas vidas por permanecemos em Cristo, então tenta nos colocar contra o Senhor, para que saiamos do colo d’Ele e fiquemos vulneráveis.


Esta é a razão porque o maligno tanto tenta prender nossos olhos nas coisas materiais, para que quando conseguir tocar nelas isto venha a doer em nós a tal ponto de nos indispormos contra Cristo. Mas na vida daquele que ama o Senhor e tem os olhos n’Ele, o inimigo não consegue isto.


Isso nos permite ver porque Satanás investe tanto contra o que possuímos, não porque seja isto o que ele queira, mas por ser o meio para que ele tente chegar onde realmente quer chegar: minar nossa fé e relacionamento com o Senhor.Mas diante disto podemos também enxergar porque Deus permite o inimigo investir contra estas áreas de nossas vidas; cada ataque maligno pode ser visto como um tempo de treinamento e adestramento para os soldados do exército divino.


O Senhor não treina seu exército no bem-bom da vida, mas em meio às provas e tribulações. E muitas vezes Deus permitirá o ataque do maligno contra seus bens materiais para que ao fim você não apenas vença, mas seja mais que vencedor, seja alguém tratado pelo Senhor; pois enquanto Satanás nos tira algo tentando fazer com que nosso coração egoísta se volte contra Deus, o Senhor por sua vez, permite que aquilo seja temporariamente tirado até que nosso coração aprenda a não se apegar àquilo mais do que a Deus.Às vezes será do interesse não só do diabo, mas também de Deus que algo nos seja temporariamente tirado.


Quando um homem ou uma mulher de Deus colocam seus olhos no Senhor e assim permanecem, serão vitoriosos. Tenho aprendido que os ataques mais atrozes do inimigo, como aqueles em que pessoas chegaram ao ponto de morrer por Cristo, não visavam tocar nas circunstâncias e nem mesmo na vida destas pessoas; o diabo não queria que morressem, mas que, por medo da morte negassem Jesus.


Cada vez que um mártir derramou seu sangue pelo evangelho, Satanás não ganhou, só perdeu. Pois o heroísmo dos mártires somente fortaleceu o evangelho, nunca o enfraqueceu. Nosso conceito de vitória ainda é muito carnal, terreno; mas os mártires foram além disto e venceram ao diabo (Ap.12:11), pois sabiam manter seus olhos no Senhor.


Veja um exemplo disto:“Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus. Eles, porém, clamando em alta voz, taparam os ouvidos e, unânimes, arremeteram contra ele.E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram.

As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito! Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.”


- Atos 7:55-60O relato bíblico diz que Estevão, cheio do Espírito, FITOU OS OLHOS NO CÉU. Algo que o Espírito Santo vai operar em nós à medida em que nos rendemos a Ele, é tirar nossos olhos do chão para o céu; das coisas terrenas para as celestiais. Estevão foi o primeiro mártir e nos deixou um modelo perfeito de vitória sobre o inimigo: seus olhos estavam em Deus, não no que é terreno.


Margarete

S.O.S SANTA CATARINA
UNIÃO DOS BLOGUEIROS EVANGÉLICOS
BLOGAGEM COLETIVA


Amigo Leitor

O Estado de Santa Catarina passa por um enchente nunca antes vista nos últimos 50 anos. Cerca de 99 mortos já foram encontrados, e 19 pessoas ainda estão desaparecidas; 27.410 pessoas estão em abrigos do governo, 51.297 saíram de casa e estão abrigadas em casas de parentes. Em muitas cidades não há água potável. Nem energia. Nem correios. A falta de abastecimento está elevando os preços e as pessoas em desespero (ou aproveitando as circunstâncias) estão saqueando lojas e supermercados.Por favor procure fazer alguma coisa em conjunto com sua Igreja. Converse com seu pastor, com a liderança maior dela. Creio que o melhor caminho para ajudar é procurar o ministério da própria Igreja em Santa Catarina para ouvir as necessidades de lá. Para depois executar alguma ação social conjunta. Cuidado com os expertos. Há golpistas usando o nome da Defesa Civil de Santa Catarina para divulgar nºs de contas bancárias erradas, para lucrar com a fé e caridade alheias.Da mesma forma que divulgamos insistentemente o Projeto Minha Esperança Brasil, a UBE está divulgando aqui um campanha semelhante: "SOS Santa Catarina". Precisamos fazer uma divulgação constante e inteligente nos próximos 30 dias. O melhor veículo de informação sobre o que está acontecendo em Santa Catarina é o Jornal Local: o Diário Catarinense.
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DEFESA CIVIL-------------------------"A Defesa Civil alerta internautas, que ela não envia emails com números de contas para receber doações em favor dos atingidos pela chuva em Santa Catarina. Muitos tnternautas estão recebendo mensagens eletrônicas com números de várias contas em diferentes bancos.Cuidado! De acordo com a Defesa Civil de SC, e-mails recebidos pela Internet em nome da Defesa Civil devem ser ignorados, pois foram enviados provavelmente por golpistas.Quem quiser fazer doações diretamente ao Órgão deve fazer o depósito na conta 80.000-7, da agência 3582-3 do Banco do Brasil; no Besc, conta 80.000-0 da agência 068-0; ou na conta 160.000-1, da agência 0348-4 do Bradesco.O nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57."

Postagem Irmão João Cruzué

DESPERDÍCIO








Ao começar a escrever esta postagem não sabia ao certo que tema colocar, mas...o Espírito Santo de de Deus é que nos inspira, assim me veio a palavra desperdício.


Ora Horacio Riminaldo citou as seguintes coisas como não voltando atrás a pedra, a palavra, a ocasião e o tempo vamos analisar cada uma deles.



PEDRA: Realmente é díficil recolher a pedra que já foi jogada, e completamente impossível é recolher as pedras lançadas no mundo espiritual; cuidado em quem você joga pedras e porque jogas. Não vale a pena destruir vidas.



As vezes nos envolvemos em más conversações que somente trarão para todos os envolvidos, dissabores, e principalmente naquele em quem é jogada a pedra o efeito é mais devastador ainda.



A palavra do Senhor nos alerta a estarmos prontos para ouvir, mas tardios no falar.


Pedro ressalta que o nosso adversário está ao derredor bramando como um leão buscando a quem possa tragar, portanto, vigilância é necessário.




PALAVRA: " A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno" ( Tiago 3:6)


A língua tem o poder de matar. Você sabia que por causa de boatos instituições financeiras tem falido, um disse me disse famílias tem se dividido, por causa de palavras malditas casais tem se separado, Igrejas tem sido arrasadas tudo pela palavra?


Cuidado o Senhor Jesus nos diz que o homem dará conta de toda palavra ociosa que sair de sua boca.


Em Provérbios 17: 19 nos diz " O perverso de coração nunca achará o bem; e o que tem a língua dobre virá a cair no mal".


Com a língua você poderá cair e levar outros a queda; assim faça do silêncio um companheiro ainda que não constante mas pelo menos habitual.




OCASIÃO: Uma ocasião perdida tem uma real importância no mundo espiritual, o Senhor nos chamou para sermos anunciadores do Evangelho do Reino e por vezes deixamos passar as oportunidades que são proporcionadas pelo próprio Deus para pregarmos a sua palavra.


Seja no ônibus, na fila do banco, na vizinhança enfim inúmeras são as ocasiões que nós temos perdido para ganhar uma alma.


O Tempo é de mudança.




TEMPO: Quantos de nós tem realmente perdido tempo com coisas que não produz edificação.


Ao invés de evangelizar se senta a conversar sobre coisas que realmente não valem tanto a pena.


Jesus declarou que a seara é grande mas são poucos os ceifeiros....sabe por que? Porque o nosso tempo está sendo ocupado com o nosso próprio interesse é o Reino é relegado a último plano.


Oxalá hoje haja uma mudança real em nossas vidas.


Concientização.






Margarete




quinta-feira, 27 de novembro de 2008

AS LIÇÕES DE FILEMON


A carta de Paulo a Filemom é digna de ser examinada sob a ótica da palavra da reconciliação que temos recebido. Assim como temos a responsabilidade de apregoar aos homens a reconciliação com Deus, também temos de fazê-lo em relação aos homens.


Há três personagens em evidência nesta carta do apóstolo: Filemom, Onésimo e o próprio Paulo.Filemom era um amigo de Paulo (a quem a carta foi endereçada) e também um filho na fé. Era a pessoa lesada da história.


Onésimo é o pivô desta história. Foi em favor dele que Paulo escreveu. Era um escravo fugitivo, e o apóstolo Paulo intercede por ele, para que Filemom o receba de volta e o perdoe. Era o que estava em falta.


Paulo, o apóstolo dos gentios, é que assume o papel de reconciliador, e certamente compreendia muito bem o significado das palavras de nosso Senhor: Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. (Mt 5.9.)


O apóstolo se identifica como prisioneiro de Cristo, lembrando a Filemom que a distância entre eles se dava pelo fato de Paulo estar na cadeia por pregar o Evangelho. Mas a introdução da carta já revela o vínculo que havia entre eles:

"Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, também nosso colaborador, e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa: Graça e paz a vós outros da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Dou graças ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações, estando ciente do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos, para que a comunhão da tua fé se torne eficiente, no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo. Pois, irmão, tive grande alegria e conforto no teu amor, porquanto o coração dos santos tem sido reanimado por teu intermédio". - Filemon 1-7


Filemom era uma pessoa amorosa e hospitaleira, e demonstrava isto para com todos. Por isso, Paulo age de forma muito carinhosa para com ele, ao interceder em favor de Onésimo, um escravo que havia fugido e que, certamente, também o havia lesado.O que temos aqui é mais do que mera psicologia ou política de bons relacionamentos.


Trata-se de uma direção do Espírito Santo na vida de Paulo não só para resolver um problema de seus dias, mas para que ficasse como exemplo e referência para todos nós hoje. O pedido por restauração do relacionamento é claro e direto:

"Pois bem, ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para te ordenar o que convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor, sendo o que sou, Paulo, o velho e, agora, até prisioneiro de Cristo Jesus: sim, solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas. Ele antes te foi inútil, atualmente, porém, é útil, a ti e a mim. Eu to envio de volta em pessoa, quero dizer, o meu próprio coração. Eu queria conservá-lo comigo mesmo para, em teu lugar, me servir nas algemas que carrego por causa do evangelho; nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade. Pois, acredito que ele veio a ser afastado de ti temporariamente, a fim de que o possuas para sempre, não já como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão de ti, quer na carne, quer no Senhor. Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o, como se fosse a mim mesmo". - Filemom 8-17


Esta epístola nos revela uma história de reconciliação. Quando Paulo escreveu a Filemom, o fez movido por um único sentimento: promover reconciliação entre ele e Onésimo.


Certamente Onésimo ainda não era um crente quando fugiu, pois Paulo diz tê-lo gerado entre algemas, ou seja, lá mesmo na prisão.Naqueles dias a escravidão era algo muito forte no Império Romano. A pessoa poderia vir a tornar-se escravo por diversas razões: poderia nascer na condição de filho de escravos e assim passaria a pertencer ao seu senhor; poderia ser devido à pobreza (quando familiares eram vendidos para arrecadar dinheiro); poderia ser devido à prática do roubo, o que culminava na prisão e possibilidade de se tornar escravo também.


Não sabemos com certeza o que levou Onésimo a ocupar esta condição, mas sabemos que ele teve um encontro com Cristo e sua vida foi transformada. Ele se tornou uma nova criatura e as coisas velhas ficaram para trás.


Antes desta transformação, Onésimo demonstrou ser um escravo rebelde e que provavelmente ainda roubou a Filemom por ocasião de sua fuga, pois Paulo menciona um possível prejuízo e a lógica nos faz entender que se este homem conseguiu chegar a Roma (onde Paulo estava preso) deve ter conseguido algum dinheiro ou forma de pagamento de suas despesas – o que um escravo normalmente não possuía:

"E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta. Eu, Paulo, de próprio punho, o escrevo: Eu pagarei - para não te alegar que também tu me deves até a ti mesmo. Sim, irmão, que eu receba de ti, no Senhor, este benefício. Reanima-me o coração em Cristo. Certo, como estou, da tua obediência, eu te escrevo, sabendo que farás mais do que estou pedindo". - Filemon 18-21


Acredito que esta história deixou mágoas e feridas. Deixou no ar um cheiro de ingratidão para Filemom. Não era o que ele esperava colher da parte de Onésimo... Mas por trás de tudo isto vemos a mão soberana de Deus.


Onésimo vem a ter um encontro com Cristo nestas condições; e parecendo uma grande coincidência, a pessoa que o leva a Cristo é justamente um conhecido, um amigo de seu senhor. E este homem se torna agora seu discipulador.


Quando ele escreve para Filemom, já havia um relacionamento entre ele e Onésimo.Temos evidências de que já havia um processo de tratamento e que a maturidade vinha já brotando, pois quando Paulo diz que Onésimo era alguém que se encontrava “servindo em amor” é porque não estava lá na condição de escravo, e sim por livre e espontânea vontade e desejo de servir.


Ele também manifesta o desejo de voltar e se reconciliar com seu senhor, embora não tenha condições de restituí-lo. Isto é evidência de transformação de vida! Depois de ter fugido e alcançado sua liberdade (ainda que de forma ilegal), Onésimo poderia não mais querer voltar a ser escravo sob hipótese alguma, porém ele havia aprendido um princípio que seu discipulador costumava a ensinar:

"Porque o que foi chamado no Senhor, sendo escravo, é liberto do Senhor; semelhantemente, o que foi chamado, sendo livre, é escravo de Cristo. - 1Coríntios 7.22Pelo constrangimento do amor de Deus em seu coração, ele passa a ser um escravo. Por amor ele passa a servir ao apóstolo Paulo e posteriormente se dispõe a voltar para Filemom. Ele entende que mesmo que tenha alcançado a liberdade no natural, agora é um escravo de Cristo (e de seus ensinos e ordenanças).


PRATICANDO A RESTITUIÇÃO

Agora perceba algo: mesmo reconhecendo que Onésimo havia sido transformado e perdoado por Deus, Paulo não deixa de reconhecer que ele ainda tinha pendências a serem corrigidas. Nossa transformação não remove de nós a responsabilidade de consertar algumas coisas que fizemos de errado em nosso passado.


Não podemos agir certo só da conversão em diante, mas precisamos resolver algumas “coisinhas” que ficam para trás também.O apóstolo não promove somente a reconciliação, mas também a restituição.


Esta era uma ordenança da lei mosaica: a pessoa devolvia o que pegou e ainda acrescentava uma indenização.Foi o que aconteceu com Zaqueu quando ele se converteu:

"Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido". - Lucas 19.8-10


Da mesma forma como Paulo pede perdão em favor de Onésimo, poderia também pedir o perdão da dívida, mas não faz isto, pois sabia que este era um princípio que deveria ser praticado e não ignorado.Quantos crentes de hoje precisam aprender este princípio! Antes de nos entregar a


Jesus deixamos para trás um rastro de injustiças praticadas e achamos que não precisamos fazer mais nada, só porque Jesus nos perdoou... mas não é bem assim! Há situações em que a restituição será impossível de ser praticada. Mas há condições em que no mínimo uma reconciliação, um pedido de perdão, já faria muita diferença.


Tem muita gente por aí que ainda está presa a situações de seu passado. Nem tudo dá para se resolver.


Temos neste livro Filemon como a vítima, e Onésimo como o culpado. Ambos se converteram e conheceram a Jesus. Ambos tinham pendências e precisavam ser ministrados por Deus. E ambos precisavam de reconciliação!


Mesmo reconhecendo que eram novas criaturas sem condenação alguma (Rm 8.1), Paulo reconhece que eles precisavam desta reconciliação.


E você? Como está sua vida? Ainda traz consigo pendências não resolvidas? Acredito que esta é uma mensagem de Deus para muitos corações que necessitam de conserto.


HÁ UM TEMPO ESPECÍFICO PARA ISTO


Paulo não iniciou o processo de reconciliação imediatamente após a conversão de Onésimo. Provavelmente este homem não tinha condições de fazer isto logo no início de sua caminhada. Talvez faltassem condições financeiras suficientes para tal. Talvez faltassem condições emocionais.


Contudo, o que imagino ser mais provável: faltava maturidade espiritual. Este tipo de atitude não se gera da noite para o dia. Tem a ver com mudança de caráter, ajuste de valores.A reconciliação costuma produzir vergonha na parte culpada quando sabe que vai encarar a vítima.


Não sabemos quanto tempo isso levou para acontecer, mas o alvo não foi perdido de vista.Talvez você também sinta necessidade de consertar certas pendências, mas deve procurar amadurecer o assunto em oração e busca de Deus. Não faça nada correndo.


O ASPECTO PRÁTICO


Esta história nos ensina três lições práticas:1. Se você é alguém que está numa condição semelhante à de Onésimo, precisa buscar acerto.


2. Se você é alguém que, como Filemom foi ofendido e lesado, precisa perdoar quem te fez isto.


3. Se você, como o apóstolo Paulo, conhece outros crentes que tenham um problema de relacionamento ‘quebrado’, deve promover entre eles a reconciliação.


Infelizmente, a intriga sempre existiu e existirá no meio do povo de Deus nesta terra. Mas é em momentos como este que os aprovados se manifestam: "Porque até mesmo importa que haja partidos entre vós, para que também os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio". (1Co 11.19).


Talvez ao meditar nesta história de reconciliação você tenha concluído que não se encaixa nas figuras de Filemom ou Onésimo. Mas você pode ser um Paulo; pode ser um reconciliador!


Há pessoas que colocam sua língua à disposição de Satanás. Tiago escreveu que a língua muitas vezes é inflamada pelo inferno. Não deixe isto acontecer com você. Semeie a paz e não intrigas.É muito importante ter o papel e presença de um mediador na hora de resolver certos problemas.


Paulo regou o processo com oração e diálogo, e quando tudo aconteceu só promoveu a edificação. Não adianta reconciliar “na marra”, a coisa tem que fluir nos corações das pessoas primeiro. Foi o que Paulo disse a Filemom.

"Pois bem, ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para te ordenar o que convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor, sendo o que sou, Paulo, o velho e, agora, até prisioneiro de Cristo Jesus; sim, solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas". - Filemon 8-10


A reconciliação deve ser pregada e ensinada. Deve ser aconselhada e dirigida. Deve ser praticada na igreja hoje, e nos moldes desta história de reconciliação que o Espírito Santo fez questão que ficasse registrada para nós... Que Deus nos ajude!



Margarete

Frases interessantes


" Se ages contra a justiça e eu te deixar agir, então a injustiça é minha".


(Mahatma Ghandi)


Essa frase foi dita por um dos maiores defensores do povo indiano; a sua luta era pela igualdade de classes e camadas sociais, haja vista, o sistema desumano de divisão social que perdura até hoje na Índia, o chamado sistema de castas.


Mas, o que quero frisar ao analisar essa frase é o contexto bíblico que ela tem.


Como poderia o Senhor nos deixar agir contrários a sua vontade e ainda assim nos abençoar?


Não se tornaria ELE um Deus injusto?


Vemos continuamente na Igreja pessoas que agem a "contrário sensu", vivem uma vida espiritual e moralmente dissoluta, andam por caminhos tortuosos e ainda assim, querem "encostar o Senhor na parede" (essa expressão é muito usado hoje em algumas denominações) para alcançar benção.


Ora se mesmo Mahatma Ghandi, um idolatra sabia que não era possível deixar alguém praticar injustiças sem barrá-lo, devemos então esperar muito mais do nosso Deus que é totalmente perfeito em seus caminhos.


O apóstolo Paulo sabiamente declarou que o homem natural não entende as coisas espirituais...


Vemos uma grande corrida atrás de bençãos...mas não vemos a mesma corrida para praticar o que é justo diante do Senhor.


A isso podemos chamar de hipocrisia, é tempo de despertamos...os dias são maus, os sinais da vinda do mestre já estão aí.


Os dias, as estações e as situações falam por si; concertemos então o nosso altar.



Margarete


Vós sois o sal da terra

Você com certeza já comeu sal. Na verdade, o sal é uma destas coisas que está tão presente em nossas vidas que acabamos por não perceber.

De tão comum, não nos damos conta de quantas vezes por dia o consumimos e, na verdade, só vamos percebê-lo quando falta ou quando vem em excesso. O sal faz parte da vida do homem desde tempos longínquos.

Sua descoberta abriu um leque de novas possibilidades para os agrupamentos humanos primitivos. Bem, se você não sabe, eles não tinham geladeiras algumas centenas de anos atrás. No tempo de Jesus, o sal era a substância que conservava os alimentos. Por isso, quando Jesus busca algo para simbolizar seus discípulos, ele acha no sal o exemplo perfeito:

Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” (Mateus 5:13)

Ele coloca sobre os ombros do cristão a responsabilidade de salgar a terra. Falando a mesma coisa de uma forma diferente: Jesus diz que devemos fazer a diferença


O Mestre ainda pergunta o uso que faríamos de um sal que perdeu a sua força conservadora. A conclusão é simples: Lançar Fora! Quando Jesus nos chama de Sal da terra, ele quer deixar claro que devemos ser diferentes, conservantes de uma matéria sujeita a rápida decomposição e apodrecimento. Ele coloca sobre nós o chamado para sermos um povo que conserva os caminhos da verdade, justiça e compaixão.

Experimente ir à cozinha agora mesmo e colocar um pouco de sal na sua boca. Acabei de fazer isto, antes mesmo de sentar para escrever. Queria provar mais uma vez da força que o sal tem, mesmo quando em pequenas quantidades.


E assim somos nós, cristãos, quando resolvemos ser sal. Não são muitos os que querem fazer a diferença e salgar um mundo perdido e em processo de destruição. É mais fácil adequar-se aos tempos.

Mas, mesmo em pequenas quantidades, um povo que resolve ser Sal não tem outra opção senão marcar o mundo onde vive. Por isso, o principio do sal é tão forte. Assim como os profetas não eram muitos, mas deixaram seus nomes e influência marcada no coração de gerações, alguém que resolve ser sal, mesmo sozinho, deixará sua marca e conservará a verdade de uma vida com Deus, na alma de todos que cruzarem seu caminho. Não me diga que você tem sal e nada acontece.

“Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal. Bom é o sal; mas, se o sal se tornar insípido, com que o temperareis? Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros.” (Marcos 9:49-50)

O sal que precisamos ter em nós é o fogo. A única coisa que vai nos capacitar a fazer a diferença e impedir que, juntamente com o mundo, acabemos por apodrecer é o fogo de Deus em nós.


Precisamos ter sal e ele é a presença do Espírito Santo queimando e purificando nossos estilos de vida. Se não for assim, não teremos energia, nem vontade efetiva, de fazer alguma coisa em nome de Jesus.

O Espírito Santo, quando em sua plenitude, nos capacita com sal. As pessoas sabem quando você tem sal e quando não. A presença dele é demonstrada quando nos levantamos contra a mentira, quando amamos a justiça e odiamos o pecado. Alguém que tem uma vida de comunhão com Deus, mesmo calada, fará a diferença no lugar onde vive. Deus precisa urgentemente de vasos para encher de Sal.

No livro de 2 Reis, a palavra de Deus nos conta uma historia bem ilustrativa sobre a importância do sal. Eu convido você a ler com o coração os versículos abaixo:

“E os homens da cidade disseram a Eliseu: Eis que é boa a situação desta cidade, como o meu senhor vê; porém as águas são más, e a terra é estéril. E ele disse: Trazei-me um prato novo, e ponde nele sal. E lho trouxeram. Então saiu ele ao manancial das águas, e deitou sal nele; e disse: Assim diz o Senhor: Sararei a estas águas; e não haverá mais nelas morte nem esterilidade. Ficaram, pois, sãs aquelas águas, até ao dia de hoje, conforme a palavra que Eliseu tinha falado.” (2 Reis 2.19-22)

A Bíblia nos fala de homens que moravam em uma boa cidade. Eles só tinham um problema: as águas eram estéreis. Elas causavam infertilidade e frutos não nasciam ali. Talvez esta seja a sua situação. Seu ministério é bom, mas não frutífero. Sua cidade é boa, está colocada em um ótimo lugar mas, as estatísticas mostram que o pecado avança mais que o Reino de Deus. Talvez isto acontece na sua própria vida, que tem tudo para dar certo mais ainda não rompeu. Este era o drama daqueles homens quando foram buscar o profeta. A solução de Deus foi bem simples. Diferente de nós, o Senhor não recorre a grandes coisas complexas. Tudo o que os céus precisam para curar as águas de um lugar é: Um vaso e Sal.

O profeta pede um vaso novo. Um recipiente disponível para ser cheio. Por acaso você já foi chamado de “vaso” por alguém depois que se converteu?


Eu já. Sabe por quê? A palavra de Deus ensina que: “temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. (II Co.4:7). Ou seja, o profeta estava usando de símbolos. A mensagem de Deus para nós é a de que ele precisa de Homens. De uma forma ou de outra, a presença de Deus sempre vem sobre a vida de um homem.

No entanto, não se engane, Deus não usará qualquer homem. Somente um vaso cheio de sal sarará as águas inférteis. Alguém precisa ter sua vida cheia de sal, cheia de fogo, para então curar as águas de um lugar.

Quando o profeta deita o sal sobre as águas, a bíblia diz que elas são curadas. Talvez tudo o que sua cidade, família, ministério, ou mesmo, nação precisem seja de um homem cheio de sal.


Quando o fogo de Deus estiver sobre você, não perca tempo, corra até o manancial de águas, a sua comunidade, e seja sal. Não há duvida: As águas serão curadas, frutos virão abundantemente e o mundo verá que a verdade ainda se conserva viva e atuante, como nos dias de Jesus e dos profetas. Um homem cheio de sal nem o inferno todo poderá parar.

A Ciranda do Inimigo


" Disse também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo"

Lucas 22:31


Como é que se ciranda trigo? Certamente quem trabalha no plantio, ceifa e elaboração de grãos de trigo sabe todos os processos de uma "ciranda" e pode compreender com mais clareza o que Simão estaria por enfrentar.
Cirandar, de acordo com o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
(http://www.priberam.pt,) significa originalmente " passar pela ciranda; joeirar; peneirar ".


Por sua vez, ciranda significa originalmente "crivo, peneira grossa, com que se joeiram grãos, areia, etc".


Você consegue se imaginar passando por uma peneira grossa? Consegue se imaginar passando de um lado a outro lado da ciranda do inimigo?


Pois bem, nesse exato momento, o inimigo está trabalhando para cirandar com você!


A ele não basta acabar com a sua vida: ele deseja pulverizá-lo, literalmente, eliminar qualquer vestígio do que você um dia foi.


Não bastou a Pedro conviver com o Filho de DEUS, assim como não basta a ninguém constar da lista de membros de uma congregação para se livrar dessa peneira. Sem a intercessão de Jesus Cristo, o destino certo da humanidade seria a ciranda do inimigo.


O mais impressionante de todo esse processo talvez seja o fato que, na maioria das vezes, é a própria pessoa que caminha voluntariamente, pelos corredores do labirinto que é a sua vida, em busca da câmara onde se encontra o instrumento maligno que o despedaçará.


A cada esquina que dobramos sem pensar, corremos o risco de dar de cara com a porta que leva à ciranda onde o inimigo aguarda pela oportunidade de nos moer.


Quem já teve a oportunidade de assistir à ciranda do trigo talvez tenha uma noção mais clara do que Jesus ilustrou a Pedro: pega-se uma braçada de pés de trigo ceifado e bate-se violentamente contra a peneira (ciranda), seguidas vezes.


A cada novo golpe, alguns grãos atravessam a trama da peneira, caindo sobre um pano estendido, até que nas mãos do cirandeiro reste apenas a palha do trigo e sobre o pano, apenas grãos. A violência e a repetição do processo ilustram bem o desejo do inimigo sobre a vida de quem busca se santificar e permanecer no caminho de DEUS.


Para ele, o proveito não está nem na palha que ficará em suas mãos, nem nos grãos que jazem sobre o pano, mas no prazer que ele extrai da violência do processo de desagregação do fruto que estava na planta.


No entanto, Pedro tinha a Jesus por interventor. Pedro sequer sabia do que se passava nas esferas espirituais a seu próprio respeito. Antes mesmo que viesse a saber, Jesus já havia providenciado a intervenção por seu discípulo. Quão triste é a situação daqueles que não podem contar com o mesmo recurso!Certamente você conhece alguém assim.


Talvez esse alguém lhe seja muito próximo e amado. Talvez você já esteja cansado de tanto tentar trazer essa pessoa para o caminho. Talvez você já sinta os joelhos doloridos pelo tempo que tem orado por essa pessoa.


Mas eu pergunto:Será que vale a pena desistir, sabendo o que acontecerá a essa pessoa?Será que vale a pena tentar conciliar o sono com a imagem do trigo sendo cirandado vezes seguidas até só ficar a palha?Será que você é exemplo vivo daquilo que você professa?A cura para alguns males por vezes exige tempo, continuidade e persistência.


Não podemos jogar todos os problemas na mesmo vala comum e achar que uma mesma terapia trará a tão necessária cura no mesmo tempo, sempre. Não desista, persista.


Essa pessoa precisa desejar ter a Jesus Cristo como salvador para então tê-lo como interventor, antes que ela seja cirandada pelo inimigo.Essa é a missão que temos, todos nós: falar do amor de DEUS por todos nós, a ponto de enviar seu filho unigênito para ser cirandado em nosso lugar.


Falar do consolador que está conosco desde que Jesus retornou ao Pai. Falar que Jesus voltará para nos resgatar. Falar que mais ninguém ou coisa alguma pode tomar o lugar de Jesus Cristo nesse papel.Que DEUS nos fortaleça integralmente. Amém.
Margarete