sábado, 19 de janeiro de 2013

  O MITO DA RESSOCIALIZAÇÃO                                              










A ressocialização de presos é tratada como um princípio do direito penal no Brasil. Na prática é fruto mais de um conceito de “politicamente correto” do que uma pesquisa empírica. Na maioria dos países a ressocialização não é um objetivo do Direito Penal, o qual tem como objetivo punir, e cita-se como exemplo os Estados Unidos. Por outro lado, a Constituição Italiana prevê que a ressocialização é um dever do sistema prisional.

As pessoas confundem “humanização” com “ressocialização”. Ou seja, nos Estados Unidos os presídios são bem melhores que os brasileiros, pois visam o cumprimento da pena respeitando os direitos humanos dos presos ao menos no aspecto de estrutura física. No entanto, são extremamente rigorosos no cumprimento da pena com punições administrativas que não são computadas no quantum da pena.

No Brasil não há uma norma prevendo expressamente este objetivo de ressocialização, o qual é difundido de forma tão opressiva que muitos chegam a acreditar que a função do Direito Penal é como a de um Mosteiro que é formar monges após a ressocialização.

No entanto, esquecem-se que a ressocialização é como deixar de fumar, beber, usar drogas, ou seja, depende 99% da vontade do sujeito e apenas 1% do apoio estatal, da família ou da sociedade.

Noutro sentido é possível sustentar para a ideologia dominante, para a qual a ressocialização é um objetivo do direito de punir do Estado, que então todas as pessoas que cometem ato imoral ou ilícito deveriam ser processadas e presas para serem “ressocializadas”. E mais, a pena não seria finalizada enquanto não se tivesse certeza de que estão ressocializadas (boa parte ficaria presa eternamente).

Em razão deste objetivo místico de ressocializar presos fica a incógnita de como ressocializar quem cumpre pena alternativa (sem prisão).

Para esta visão absoluta de ressocialização são concedidos benesses aos presos como indulto (perdão da pena), saídas temporárias (35 dias por ano), direito de visitas como se fosse um pequenique prisional com crianças e familiares passeando pelos presídios, enquanto outros conseguem direito de terem relações sexuais nas celas motel, além de muitos outros, mas mesmo assim a população carcerária continua a aumentar.

Um dos motivos para o aumento da quantidade de presos são os pequenos delitos cometidos por usuários de drogas, mas para o grupo que comanda a política prisional ainda acredita que ensinar artesanato para preso é mais útil e eficaz do que implantar políticas de atendimento ao usuário de drogas nos presídios, embora haja pesquisas nos Estados Unidos que comprovam resultados para tratamento dependentes químicos nos presídios.

A ideologia dominante usa os meios estatais de comunicação social do Governo para divulgarem que prisão gera mais reincidência, mas não mostram os dados e nem a forma de apuração dos mesmos. Difícil imaginar como fazem isto se nem há um banco de dados integrado.

Ademais, nem todo criminoso é flagrado ou tem a sua autoria descoberta.

A rigor, infratores que cometem crimes que geram prisão são mais perigosos, bem como habituais no crime, e criminosos que cometem crimes que implicam em penas alternativas são criminosos menos perigosos e eventuais. Logo, é natural que punidos com pena alternativa gerem menos reincidência. Em suma, a ideologia dominante confunde causa com conseqüência. As pessoas não cometem mais crimes porque são presas, mas sim são presas porque cometem crimes mais perigosos, logo a reincidência é causa e não conseqüência, ao contrário do que sustenta a ideologia dominante.

Na lógica atual a função do direito penal deixou de ser punir e passou a ser ressocializar. Isto banaliza o direito penal, descaracteriza sua autoridade moral, amplia excessivamente o leque de crimes, transforma criminosos em falsas vítimas da sociedade e paradoxalmente aumenta o número de presos.

De fato há mais presos pobres, mas isto decorre de dois fatores: o primeiro é que temos em qualquer país do mundo mais pobres do que ricos. Outro fator é que pobres tendem a cometer crimes menos elaborados como furtos e são presos mais facilmente. Enquanto ricos cometem crimes mais elaborados como golpes, desvios pela internet e no Brasil temos uma investigação precária que não consegue apurar estes crimes mais complexos. Logo, tanto ricos como pobres cometem crimes, porém é mais fácil provar furtos do que golpes, portanto a PM prende mais em flagrante de furto (crime menos complexo).

As pessoas cometem crime porque querem, e não por uma imposição da sociedade, como sustenta a teoria da “defesa social”. Isto não significa que o cumprimento da pena não deva obedecer aos princípios da humanização. No entanto, não faz sentido que criminosos perigosos sejam considerados vítimas com benesses enquanto a sociedade fica refém de seus ataques.

Kant já afirmava que a função do direito penal é punir. Mas, atualmente quem sustenta esta linha é considerado como “persona non grata” no Brasil.

Não tem como o Estado impor a ressocialização aos presos, pois muitos não querem. Outros não precisam de serem ressocializados porque são criminosos eventuais como um homicida em razão de uma discussão.

A ressocialização deve ser considerada como a necessidade de o cidadão cumprir os seus deveres e direitos. No entanto, na execução penal é comum que presos aprendam que têm apenas direitos e nunca deveres, principalmente pela benevolência dos Tribunais.

Não é ensinando os presos a fazerem artesanato, nem ensinando a trabalhar na construção civil que serão ressocializados, pois direito penal não direito de qualificação profissional. Estas atividades têm sua finalidade nobre e romântica, mas não diminuirão a criminalidade. Afinal, o que diminui criminalidade é punição e se o Direito Penal perde o controle social de punição, então a reincidência aumenta.

Lado outro, com o tempo as pessoas tendem a cometer crimes mais elaborados ou diminuem os crimes assim que diminui a dopamina (hormônio do risco e do prazer). Portanto, com a idade é natural que o cidadão deixe de cometer crimes e não por causa de eventual política assistencialista prisional. Em suma, depois dos 40 anos é natural que o criminoso deixe de cometer crimes com maiores riscos, exceto se for psicopata ou um golpista inveterado.

Simplesmente ser aprovado em ENEN (Exame educacional) também não é ressocialização, nem sinal de que não vai cometer crime, pois se fosse assim não existiria médicos, advogados, promotores, juízes, delegados, fiscais, empresários e até banqueiros cometendo crime.

Sem dúvida alguns ressocializarão, porém muito mais pela assistência religiosa ou pela vontade própria do apenado, do que pelos demais serviços sustentados pelos adeptos da ideologia da ressocialização.

Por fim, a ressocialização é um ato de vontade do cidadão, não pode ser imposta pelo Estado. Outrossim, não são apenas presos, que deveriam ser ressocializados, afinal, a ressocialização não é uma função exclusiva do direito penal, mas de qualquer ramo do Direito e até da moral. Ademais, pode-se afirmar que a ressocialização é um conceito mais moral do que jurídico, não se confundindo humanização com ressocialização, pois conceitos diversos como se vê nos Estados Unidos.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos chega aos 64 anos de existência com alguns excelentes frutos: moldou comportamentos, definiu responsabilidades, criou laços de solidariedade, dissecou às últimas consequências temas vitais como dignidade humana, justiça, liberdade e segurança coletiva. Em alguns de seus aspectos fundamentais, ainda é, lamentavelmente, uma carta de boas intenções.
 
No último meio século, mais de uma centena de nações vieram à existência. A Declaração de Direitos Humanos teve reforçada sua função representativa da totalidade das nações emergentes, ao ser gradativamente ratificada pelo dobro dos países signatários originais. Ela é, por si e em si, o documento básico que articulou os direitos inalienáveis de todos os membros da família humana e, de certa forma, seu conteúdo poderia ser visualizado como sendo o conjunto de anseios e esperanças acalentados por gerações de homens e mulheres, crianças e idosos, das mais variadas raças, etnias e crenças religiosas — anseios e esperanças essas pelos quais todos de alguma maneira viveram, lutaram e pereceram.
 
Guerras e conflitos sangrentos foram travados sempre que temas maiores, como justiça, liberdade, dignidade ou soberania nacional estiveram ameaçadas pela mão forte do opressor. A Declaração representa o melhor que uma humanidade angustiada saída dos escombros da Segunda Grande Guerra poderia produzir. E tem personificado de certa maneira uma apólice de seguros — sem data de prescrição — para uma humanidade sempre arredia ao bacilo da guerra.
 
A interdependência entre povos e nações é, à medida que vemos tomar velocidade o corrente século 21, tão evidente quanto a constatação de que em 1989 foi derrubado o Muro de Berlim e extirpada da face da humanidade essa sua última cicatriz conseguida durante a II Guerra. É nesse cenário, marcado por graves crises econômicas e sociais, que dois terços da população mundial sobrevive em condições de pobreza, quando não de miséria absoluta, que busca-se um interlocutor, um poder, um sentimento supranacional que vocalize os esforços de povos e governos para se alcançar entendimentos comuns sobre assuntos que afetam e colocam em risco o futuro da humanidade como um todo. E isso envolve soluções para o superaquecimento do planeta, a desertificação de imensas extensões de terras, a contaminação do ar, o derretimento das geleiras polares e, não menos grave, a manutenção sob controle dos meios nucleares, que, de tão letais, já dizimaram cidades inteiras, como Hiroshima e Nagasaki, em solo japonês, ainda durante a II Grande Guerra. Tarefas colossais. E também inadiáveis e indelegáveis.
 
Uma época que vê os povos do mundo tendo acesso crescente a todos os tipos de informação e a uma diversidade de ideias irá descobrir que a justiça se afirma como o princípio governante da organização social bem-sucedida. Com frequência cada vez maior, as propostas que visam ao desenvolvimento da Terra terão de submeter-se à luz imparcial dos padrões exigidos pela justiça. No nível individual, a justiça é aquela faculdade da alma humana que torna cada pessoa capaz de distinguir entre a verdade e a falsidade. Aos olhos de Deus, assegura Bahá’u’lláh (1817-1892), “a justiça é a mais amada de todas as coisas, pois permite que cada indivíduo veja com seus próprios olhos e não através dos olhos de outros, conheça através de seu próprio conhecimento e não por intermédio do conhecimento dos seus semelhantes ou do grupo”.
 
Quando observamos via satélite o grau de desamparo em que sobrevive grande parte da humanidade, quando nossos olhos são violentados por crianças “vestidas de pele e osso” em tantas nações africanas e asiáticas, em contraponto com o desperdício acumulado no leito da civilização ocidental, dita cristã, dita europeia, ficamos consternados e em alguns casos indignados. Há, de um lado, excesso de alimentos; de outro, excesso de fome e de miséria. A Declaração Universal dos Direitos Humanos precisa transpor os limites dos protocolos internacionais e se transformar em políticas públicas sólidas, reais, encetadas e monitoradas de perto por governos de todos os povos e nações.
 
Por Washington Araújo,  jornalista, escritor, palestrante e ativista dos direitos humanos.
 

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Entre Corvos e Pombos


E soltou um corvo, que saiu, indo e voltando, até que as águas se secaram de sobre a terra. Depois soltou uma pomba, para ver se as águas tinham minguado de sobre a face da terra. A pomba, porém, não achou repouso para a planta do seu pé, e voltou a ele para a arca; porque as águas estavam sobre a face de toda a terra; e ele estendeu a sua mão, e tomou-a, e recolheu-a consigo na arca. E esperou ainda outros sete dias, e tornou a enviar a pomba fora da arca. E a pomba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada, uma folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra. Então esperou ainda outros sete dias, e enviou fora a pomba; mas não tornou mais a ele.” (Gênesis 8:7-12)

E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. (Mateus 3:16) Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. (Mateus 10:16) Corvos e pombos têm algo em comum: ambos voam, ambos constroem ninhos e ambos foram utilizados como mensageiros em ocasiões da Bíblia.

No entanto, corvos eram utilizados em momentos críticos, onde a esperança parecia desvanecer dos olhos do povo. Eles indicavam tempos de dificuldade. Aves de rapina, corvos não costumam caçar, comem de tudo, mas se alimentam principalmente do que é morto. Não costumam voar para muito longe, não migram planeta a fora, são agressivos e tem medo do homem, a ponto de espantalhos com aspecto humano serem suficientes para mantê-los afastados dos milharais.

A Bíblia cita cidades arrasadas pelo desígnio divino como lares de corvos – que se alimentariam das carcaças que ali restavam. Já a simbologia dos pombos lhes é mais favorável. Até hoje são utilizados para indicar momentos de virada, em que floresce a esperança nos olhos do povo, em que há claros sinais de uma mudança para melhor, superior. São ainda comuns as revoadas de pombos em momentos apoteóticos de grandes celebrações.

Eles são essencialmente herbívoros, preferindo grãos em sua dieta. Algumas variedades são migratórias: vão de um ponto a outro do planeta, em busca de temperaturas agradáveis e alimento farto. São em geral pacíficos. São famosas certas praças ao redor do mundo onde bandos de pombos se ajuntam em meio ao povo, como se não tivessem o que temer dos homens, vindo mesmo a bicar os grãos nas mãos de maravilhadas crianças.

Não foi equivocada a escolha de Noé por primeiro enviar um corvo e só depois uma pomba para avaliar o estado da Terra pós-dilúvio: antes esperava-se um cenário de destruição boiando nas águas e só depois algum indício de terra seca onde a Arca pudesse pousar. Da mesma forma, no Reino de DEUS, atuamos por vezes como esses dois tipos de mensageiro.

A minha pergunta é: Que tipo de mensageiro você quer ser no Reino de DEUS?

1. Escolhemos que mensageiro queremos ser a cada missão recebida. A Palavra de DEUS nos fala de um profeta cujo nome tinha um significado diretamente ligado à sua função: Jonas, filho da Amitai. Se traduzirmos os nomes do hebraico para o português, teríamos: O pombo (Jonas, Yonah), filho da Minha Verdade (Amitai). É como se fôssemos remetidos aos dias de Noé, quando este enviara uma pomba em busca da verdade sobre o que acontecia na Terra pós-diluviana.

O profeta Amitai, ao escolher o nome do seu filho, como que profetizou sobre a vida do mesmo, que mais tarde viria a ser mensageiro de boas novas, conforme lemos em 2 Reis 14.25: “Também este restituiu os termos de Israel, desde a entrada de Hamate, até ao mar da planície; conforme a palavra do Senhor Deus de Israel, a qual falara pelo ministério de seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, o qual era de Gate-Hefer.” Face às boas novas da qual fora o portador, Jonas certamente apreciava ser um profeta de DEUS. Há, de fato, prazer em se poder comunicar boas novas vindas do Trono de DEUS para os homens.

Jonas havia de se julgar um privilegiado por ser um profeta de DEUS e ter tido a honra de ser o canal de tão boas novas. Mais que isso: Jonas havia de se julgar íntimo e agradável aos olhos de DEUS por tão grande honra concedida. Conosco também é assim: apreciamos quando nosso superior nos confere missões de honra. Mas como nos comportamos quando a missão, ainda que voltada para o bem e comissionada por DEUS, é desagradável aos nossos olhos?

Jonas teve uma reação adversa a uma missão que lhe fora dada por DEUS, conforme está em Jonas 1:1-3:“E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença. Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do Senhor para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor.” Que decepção! DEUS o mandava pregar uma mensagem de arrependimento aos inimigos do seu povo! Nesse momento, em seu coração, Jonas começou a se converter de pomba (Yonah) em corvo (‘Oreb).

2. Escolhemos que mensageiro queremos ser de acordo com a nossa visão. Enquanto profetizava para o povo de DEUS, Jonas se julgava um privilegiado. Quando recebeu a incumbência de pregar o arrependimento a um povo infiel, colocou-se ACIMA da missão que o próprio DEUS lhe dera. Note que Jonas não duvidou que a missão lhe fora dada por DEUS – ele simplesmente não quis se rebaixar, não quis correr risco e ter que pregar aos ímpios ninivitas. A visão de Jonas era a de um profeta comissionado exclusivamente para o povo de DEUS. Portanto, ele só aceitava profetizar para os “salvos” judeus. Ao fugir de sua missão, Jonas, o pombo, afastou-se de DEUS e tornou-se um mensageiro corvo (‘Oreb), contrário ao seu próprio nome.

Jonas perdera sua visão sobre os propósitos de DEUS para sua vida. Prossigamos no raciocínio, agora caminhando no chão dos nossos dias: A visão de Jesus para a igreja é “Ide e fazei discípulos”, não “Ide e pregai aos mesmos de sempre”. Ademais, Igreja significa “os que saem para fora”. Se não saímos do nosso quintal, se insistimos em ficar voando em torno da arca em vez de buscar a folha de oliveira, renegamos a nossa própria missão e é como se fugíssemos de DEUS, como Jonas, agora um mensageiro corvo. Em Mateus 12:39-41, vemos o que Jesus Cristo fala acerca de um povo que se volta a si mesmo e se recusa a pregar para os ímpios para que estes venham TAMBÉM a ser salvos: “Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas; pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra. Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é maior do que Jonas.”

3. Escolhemos que mensageiro queremos ser de acordo com a nossa fé. Jonas renegou o próprio nome ao escolher se desviar de sua missão. Perdeu a visão, pois não tinha fé no poder de DEUS para converter os ninivitas. Confiava mais na sua própria capacidade limitada para somente profetizar aos mesmos de sempre, do que na capacidade de DEUS para agir sobre sua vida e converter os ninivitas dos seus caminhos maus. Jonas estava tão cego e sem fé que sequer percebeu que estava desafiando o próprio DEUS que o tornara profeta. Ele teve de aprender pela dor que DEUS não é onipotente, onipresente e onisciente só sobre o povo escolhido, mas o é sobre tudo e sobre todos! DEUS resolveu humilhar o mensageiro corvo e reconduzi-lo à sua condição de mensageiro pombo.

4. Escolhemos que mensageiro queremos ser quando buscamos sinceramente retomar a nossa missão original. Aprisionado no estômago do grande peixe, Jonas, ainda corvo, se arrependeu e foi perdoado, voltando a ser pombo. Só então pode retomar o cumprimento da sua missão. Libertado das entranhas do grande peixe, achou-se na praia, que pelo indicado nos mapas, ficava a quilômetros de Nínive. Mesmo arrependido e liberto, Jonas teve ainda que caminhar aquela grande distância, depurando seus pensamentos, até que chegou a Nínive e pregou o arrependimento aos seus inimigos.

Eis o paradoxo do pombo-corvo: a mensagem pregada surtiu efeito e aquele povo se arrependeu. DEUS não mais mandaria a saraiva de fogo por sobre aquelas cento e vinte mil almas! No entanto, Jonas ainda estava tão impregnado de sua soberba que mesmo obedecendo a DEUS e presenciando a conversão miraculosa dos ninivitas, revoltou-se novamente contra os desígnios de DEUS e foi purgar suas frustrações no deserto. O propósito de DEUS era levar os ninivitas ao arrependimento. A vontade de Jonas era vê-los ardendo sob uma saraiva de fogo, como a que acometeu Sodoma e Gomorra.

Assim também é com quem jura que ora por missões, mas não se envolve com o sustento missionário. Assim também é com quem jura que ora pelos desvalidos e sem-teto, mas não se envolve com as “madrugadas de carinho”. Assim também é com que jura que quer ver o traficante convertido aos caminhos de DEUS, mas é incapaz de ir ter com ele e pregar-lhe o evangelho nas vielas apertadas das comunidades pobres. Assim também é com quem sonha ver a igreja cheia de gente louvando a DEUS, mas tem horror a convidar o estranho sentado no mesmo banco do trem ou do ônibus a visitar sua igreja. Mesmo obedecendo, Jonas continuou sem visão, apesar de ter fé. Quem prega, prega primeiro a si mesmo e depois aos outros. Meu DEUS, por quantas vezes temos sido corvos com penas de pombos? Alguém pode até perguntar: Como é possível ter fé e não ter visão? Basta olhar para Jonas, o pombo que preferiu ser corvo.

Que DEUS tenha misericórdia de nós. Amém.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Martin Luther King

Nascido em 15.01.1929

Morto em 04.04.1968



"Mais cedo ou mais tarde todos os povos do mundo terão de descobrir um modo de viver juntos em paz, e por meio disso transformar esta elegia cósmica inacabada em um salmo criativo de fraternidade. Eu recuso aceitar a visão de que a humanidade é tão tragicamente atada à uma meia-noite sem estrelas de racismo e de guerras que a aurora brilhante da paz e da fraternidade nunca possa tornar-se uma realidade. É por isso que o direito, temporariamente derrotado, é mais forte do que a maldade triunfante." (1964)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Faixa de Gaza


O povo palestino padece horrores. Bertolt Brecht afirmou: "Do rio que tudo arrasta se diz que é violento, mas ninguém diz violentas as margens que o oprimem".Quem conseguiria não reagir diante de grande opressão? Os palestinos vivem sem comida, sem o direito de ir e vir, sem trabalho, espremido numa faixa que mais parece um grande cortiço. Sim, há ódios antigos, mas eles reagem porque paz não existe sem justiça.
O governo de Israel promove um massacre absurdo sobre um povo geometricamente menos poderoso. Mas faz porque tem o respaldo dos Estados Unidos e conta com o silêncio corrupto dos países árabes. A imprensa mundial está proibida de entrar na Faixa de Gaza. Quando Israel veta a imprensa mundial de testemunhar o que acontece ali, tudo fica muito suspeito. Será que o seu objetivo último não seria fazer uma limpeza étnica, ver-se livre de um povo que o odeia, sem ser denunciado pelo mundo livre? Como sou líder de uma comunidade cristã, horrorizo-me com os evangélicos, que mais uma vez sustentam a leitura simplória da Bíblia que sempre fizeram. Para se manterem coerentes, apóiam um exército profissional numa carnificina sem precedentes. Tenho vergonha dos crentes! Já recebi e-mails celebrando as bombas como sinal da volta de Cristo (certamente eleitas pelo Divino), com direito a Aleluia, e acompanhados do mais abjeto chavão: "Deus está no controle"!
Sei de todos os argumentos, não sou ingênuo. Sobram explicações que legitimam o direito de um povo trucidar o outro. Os mortos das valas comuns, que entulham a história, foram enterrados com tais explicações. Para mim, basta um argumento, o de Jesus Cristo: "Vocês ouviram o que foi dito: 'Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo'. Mas eu lhes digo: 'Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus'" - Mt.5.43).
Violência só acrescenta ira ao ódio, para gerar mais morte. Não, não aprovo que os palestinos disparem foguetes, não concordo com o terrorismo (religioso ou de Estado), não faço vista grossa à ira fundamentalista islâmica que busca jogar Israel no meio do mar. Contudo alguém tem que quebrar o ciclo perverso da vingança. Sugiro que o mais forte comece. Só isso

Pastor Ricardo Gondim

terça-feira, 6 de janeiro de 2009


E postada assim frente ao oceano imenso e o céu infindo, diante dos quais as palavras são meras palavras, recordo o salmo que diz: permanece em silêncio e conhecerás o teu Deus. Vale dizer, permanece em silêncio e apascentarás a tua dor, porque na tua fé em teu Deus encontrarás o consolo de todas as tuas mágoas, de todo o teu pesar. E te bastarás.


Elisa Lispector
In: Corpo-a-corpoRio de Janeiro: Edições Antares, 1983p. 56

As qualidades de Jesus


“Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e de modo particular convosco”. 2 Coríntios 1:12


AUTORIDADE: Desde de pequeno foi um homem de Autoridade, pregou aos doutores da lei; Curou, libertou, sempre reconhecendo a autoridade em si mesmo. “Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas”. Mateus 7:29 “Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz”. Mateus 8:9 “Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa”. Mateus 9:6


AMOR: Acho que o que mais marcou em Jesus; o AMOR. Como é grande esse amor; como é bom esse amor. O verdadeiro Amor; o de Coríntios 13! Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará. Lucas 9:24 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. 1 Coríntios 13:2


PACIÊNCIA: Acho que um dos maiores inimigos dos cristãos de hoje, muitas vezes incluindo eu, com certeza, pois não sou perfeito mas tenho buscado a perfeição. Mas Jesus era paciente, soube ouvir; soube levar, soube sofrer! Grande Exemplo. “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência”, Romanos 5:3


FIDELIDADE: Fiel e Justo; Jesus foi fiel ao Pai, lutou, resitiu, não teve pecados, não se sujou com a lama do mundo, mas veio ao mundo para que nós vivessemos e vivessemos em abundância. E nós, mesmo sendo infiéis em algumas situações Deus continua Fiel conosco! “E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” 2 Coríntios 6:15 “E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao SENHOR”. Oséias 2:20 _________________________________________________________

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz 2009




"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente."


Carlos Drumond de Andrade

domingo, 28 de dezembro de 2008

Natal festa pagã ou Cristã


A verdade acerca do Natal
Revista Restauração
Publicação: 10/12/2008


As crianças haviam montado o presépio e aguardavam ansiosamente pela vinda do Papai Noel carregado de presentes. Ao amanhecer do dia 25 de Dezembro, encontraram uma grande quantidade de pacotes com brinquedos e doces debaixo de uma cintilante árvore de Natal! Seus pais lhes disseram que todos aqueles presentes foram trazidos por Papai Noel durante a noite enquanto dormiam. Por acaso as crianças duvidaram daquilo que seus pais lhes disseram? Claro que não! A você não sucedeu o mesmo? Poucas pessoas se detêm a pensar porque crêem, ou porque observam costumes. A maioria de nós aprende a aceitar tudo sem vacilar. Porque sucede isto? Por natureza, temos tendência de fazer o mesmo que fazem os demais… embora estejam errados. Não devemos aceitar esta tendência, antes devemos examinar o que estamos fazendo e para onde estamos indo. Qual foi a origem do Natal? É o Natal realmente a celebração do nascimento do Senhor Jesus Cristo? Nasceu o Senhor Jesus Cristo em 25 de Dezembro? Os Apóstolos que conheceram o Senhor Jesus e foram pessoalmente instruídos por Ele, celebraram Seu aniversário em 25 de Dezembro? Se o Natal é a festa mais importante do cristianismo, porque tantas pessoas que não são cristãs a comemoram? Porque é época de trocar presentes com parentes e amigos? Tem este costume origem nos magos que presentearam o menino Jesus? As respostas podem nos surpreender. A maioria das pessoas supõe muitas coisas acerca do Natal, coisas que realmente não são certas; não fiquemos nas suposições, busquemos fatos.

O que dizem as enciclopédias


A festa de Natal tem sua origem na Igreja Católica Romana e desta se estendeu ao protestantismo e ao redor do mundo. Em que se inspirou a Igreja Católica? Não foi nos ensinamentos do Novo Testamento. Não foi na Bíblia nem nos Apóstolos que haviam sido instruídos pessoalmente pelo Senhor Jesus. O Natal se introduziu na Igreja durante o século IV proveniente do paganismo. Posto que a celebração do Natal foi introduzida no mundo pela Igreja Católica Romana e não tem outra autoridade senão ela mesma, vejamos o que diz a Enciclopédia Católica (edição de 1911): "A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja… os primeiros indícios dela são provenientes do Egito… os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentraram na festa do Natal". Na mesma Enciclopédia encontramos que Orígenes, um dos chamados pais da Igreja, reconheceu a seguinte verdade: "… não vemos nas Escrituras alguém que tenha celebrado uma festa ou celebrado um grande banquete no dia de seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo".
A Enciclopédia Britânica, edição de 1946 diz: "O Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja…" Não foi instituída pelo Senhor Jesus Cristo nem pelos Apóstolos, nem pela autoridade bíblica. Foi tomada mais tarde do paganismo. A Enciclopédia Americana, edição 1944 diz: "O costume do cristianismo era celebrar não o nascimento de Jesus Cristo, mas Sua morte. (A comunhão, instituída por Jesus no Novo Testamento é a comemoração de Sua morte). Em memória do nascimento de Cristo se instituiu uma festa no século quarto. No século quinto, a Igreja Ocidental deu ordem de que fosse celebrada para sempre, e no mesmo dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data de nascimento de Cristo." Tomemos nota deste fato importante. Estas autoridades históricas demonstram que durante os primeiro três séculos da nossa era, os cristãos não celebravam o Natal. Esta festa foi introduzida na Igreja Romana no século quatro e, somente no século quinto, foi estabelecida oficialmente como festa cristã.


O Senhor Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro


O Senhor Jesus Cristo nem sequer nasceu na época do ano em que se comemora o Natal! Quando Ele nasceu "Haviam pastores no campo, que velavam e guardavam seus rebanhos durante as vigílias da noite" (Lucas 2:8). Isto jamais pôde acontecer na Judéia no mês de Dezembro. Os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de Outubro e os guardavam para protegê-los do inverno que se aproximava, tempo frio e de muitas chuvas. A Bíblia mesmo prova, em Cantares 2:11 e Esdras 10:9,13, que o inverno era época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos à noite no campo.
"Era um antigo costume dos judeus daqueles tempos levar seus rebanhos aos campos e desertos nas proximidades da Páscoa (em princípio da primavera) e trazê-los novamente para casa ao começarem as primeiras chuvas". (Adam Clark Commentary, vol.5, página 370). É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lucas 2:1). Qualquer enciclopédia ou outra autoridade pode confirmar o fato de que o Senhor Jesus não nasceu em 25 de Dezembro. A Enciclopédia Católica o disse claramente.
A data do nascimento do Senhor Jesus Cristo é totalmente desconhecida. Isto é reconhecido por todas as autoridades. Se fosse da vontade de Deus que guardássemos e celebrássemos o aniversário do Senhor Jesus Cristo, Ele não haveria ocultado esta data.

Como esta festa se introduziu na Igreja?

The New Shaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religiosos de Shaff-Herzog) explica claramente em seu artigo sobre o Natal: "Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de Dezembro), que seguiu a Saturnália (17 a 24 de Dezembro) e comemora o dia mais curto do ano e o nascimento do deus sol. As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam demasiadamente arraigadas aos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã. Estas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma da sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmão ocidentais de idólatras e de culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã".
Recordemos que o mundo romano havia sido pagão. Antes do século quarto os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém, com a vinda do imperador Constantino no século quarto, que se declarou cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos somaram a centenas de milhares.
Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes pagãos, sendo o principal aquela festa idólatra de 25 de Dezembro. Era uma festa de alegria muito especial. Agradava ao povo. Não queriam suprimi-la. O artigo já citado da The New Shaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge explica como o reconhecimento do dia de domingo por parte de Constantino, dia em que os pagãos adoravam o sol, e como a influência do maniqueismo, que identifica o Filho de Deus com o sol, deram motivos aos pagãos do século quatro, agora convertidos em massa ao cristianismo, para adaptar a festa do dia 25 de Dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando o título de dia do nascimento do Filho de Deus. Assim foi como o Natal foi introduzido em nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo em espírito a festa pagã de culto ao sol. Apenas mudou o nome. Podemos chamar de leão a uma lebre, mas nem por isto não deixa de ser lebre. A Enciclopédia Britânica diz: "A partir do ano 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de Janeiro para 25 de Dezembro a festa que até então era chamada de Mitraica, o aniversário do invencível sol… os sírios e os armênios, apegando-se a data de 6 de Janeiro, acusavam os romanos de idolatria e adoradores do sol, sustentando que a festa de 25 de Dezembro havia sido inventada pelos discípulos de Cerinto."

É bíblico a troca de presentes?

Para algumas pessoas este é o ponto mais importante de tudo o que se refere a comemoração do Natal: a época de comprar e trocar presentes. A respeito, muitos exclamarão: "para isto sim temos autorização bíblica! Acaso o Senhor Jesus Cristo ao nascer não recebeu presentes dos magos?" Novamente a verdade surpreenderá. Primeiro vejamos a origem da história do costume de dar presente de Natal para depois ver o que diz a Bíblia a respeito. Citamos o seguinte da Biblioteca Sacra, vol. 12, páginas 153-155: "A troca de presentes entre amigos é característico tanto do Natal como da Saturnália e os cristãos seguramente a tomaram dos pagãos como demonstra com clareza o conselho de Tertuliano". A verdade é que o costume de trocar presentes durante a época natalina, não tem absolutamente nada a ver com o cristianismo! Ainda que nos pareça estranho, ele não celebra o nascimento do Senhor Jesus Cristo nem O honra! Suponhamos que alguma pessoa a quem você estima está aniversariando. Você a honraria comprando presentes para os demais amigos, omitindo a pessoa a quem deveria honrar? Não parece absurdo deste ponto de vista? Contudo, isto é o que precisamente as pessoas fazem em todo o mundo. Observam um dia em que o Senhor Jesus Cristo não nasceu, gastando muito dinheiro em presentes para parentes e amigos. Porém, anos de experiência nos ensinam que os cristãos confessos se esquecem de dar algo ao Senhor Jesus Cristo e a sua obra no mês de Dezembro. Este é o mês do ano que mais sofre a obra de Deus. Aparentemente as pessoas estão ocupadas trocando presentes natalinos que não se lembram do Senhor Jesus Cristo nem de Sua obra. Depois, durante Janeiro e Fevereiro, tratam de recuperar tudo o que gastaram no Natal, de modo que muitos, no que se refere ao apoio que dão ao Senhor Jesus Cristo e Sua obra, não voltam a normalidade até Março.
Vejamos o que a Bíblia diz em Mateus 2:1,11 com respeito aos presentes que levaram os magos quando o Senhor Jesus nasceu: "Quando Jesus nasceu, em Belém da Judéia nos dias do rei Herodes, vieram uns magos do oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está o rei dos Judeus que é nascido?… e ao entrar na casa, viram o menino com sua mãe Maria e prostrando-se o adoraram; e abrindo seus tesouros ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra".

Por que levaram presentes?


Notem que os magos perguntaram pelo menino Jesus nascido rei dos judeus. Porém, porque lhe levaram presentes? Por ser o dia do Seu nascimento? De maneira nenhuma! Pois eles chegaram vários dias depois do Seu nascimento. Então não trocaram presentes com seus amigos e familiares, nem entre eles mesmos! Por quê? O mencionado comentário bíblico de Adam Clark, vol. 5, página 46, diz: "Versículo 11 (ofereceram-lhe presentes). No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mãos vazias. Este costume ocorre com freqüência no Velho Testamento e ainda persiste no Oriente e em algumas ilhas do Pacífico Sul". Aí está. Os magos não estavam instituindo um novo costume cristão de trocar presentes para honrar o nascimento do Senhor Jesus Cristo! Procederam de acordo com um antigo costume oriental que consistia em levar presentes ao apresentar-se à presença do Rei dos judeus. Portanto, levaram ofertas da mesma maneira que a rainha de Sabá levou a Salomão e assim como levam aqueles que hoje visitam a um chefe de estado.
O costume de dar presentes de Natal nada tem a ver com este acontecimento, é apenas a continuação de um antigo costume pagão.

Honra a Cristo realmente?


Agora vejamos um argumento utilizado com freqüência para justificar a observância do Natal. Há quem insista em que apesar de suas raízes em um costume pagão, agora não se observa o Natal para honrar um falso deus, deus sol, senão para honrar ao Senhor Jesus Cristo. O que nos diz a Palavra de Deus a respeito? "… não te enlaces após elas (nações pagãs) em imitá-las; e nem perguntes acerca dos seus deuses, dizendo, do mesmo modo também farei eu. Não farás assim ao Senhor teu Deus, porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que odeia, fizeram eles aos seus deuses…" (Deuteronômio 12:30-31). Desta maneira o profeta Jeremias nos adverte com respeito aos costumes tradicionais da sociedade que nos rodeia: "Assim diz o Senhor: Não aprendais os caminhos dos gentios (pagãos)… Porque os costumes dos povos são vaidade..." (Jeremias 10:2-3). Deus disse-nos claramente em seu manual de instruções – a Bíblia – que não aceitará este tipo de culto ainda que seja com a intenção de honrá-lo. Disse-nos que isto é abominável e, portanto não O honra senão aos falsos deuses pagãos. Deus não quer que O honremos "como nos orienta a nossa própria consciência". O Senhor Jesus Cristo disse claramente: "Deus é Espírito; e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (João 4:24). O que é verdade? O Senhor Jesus disse que sua Palavra, a Bíblia, é a verdade (João 17:17). A Bíblia diz que Deus não aceitará o culto de pessoas que, querendo honrar ao Senhor Jesus, adotem um costume pagão. Novamente, o Senhor Jesus disse: "Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens" (Mateus 15:9). A comemoração do Natal é um mandamento de homens e isto não agrada a Deus. O Senhor Jesus Cristo disse também: "E assim invalidastes, pela vossa tradição o mandamento de Deus" (Mateus 15:6). Isto é precisamente o que fazem hoje milhões de pessoas. Desprezam o mandamento de Deus. Seu mandamento com respeito a celebração de tradições pagãs para honrar e adorar a Deus é claríssimo; "Não farás assim ao Senhor teu Deus, porque tudo o que é abominável ao Senhor, o que ele odeia, fizeram eles aos seus deuses" (Deuteronômio 12:31). Sem dúvida, a maioria das pessoas invalida este mandamento seguindo a tradição dos homens ao comemorarem o Natal. Não nos enganemos! Deus nos permite desobedecer. Permite-nos seguir os costumes dos homens. Permite-nos pecar. Porém também nos adverte que haverá um dia de juízo em que colheremos o que plantamos!
O Senhor Jesus Cristo é a Palavra Viva e pessoal de Deus, e a Bíblia é a Palavra de Deus escrita. Por essa Palavra seremos julgados para toda a eternidade! Não devemos ignorá-la nem desprezá-la.

Estamos na Babilônia sem saber


O Natal tem sido convertido em uma festa comercial, sustentada em parte pelas companhias e campanhas publicitárias. Em muitos lugares vemos a um "Papai Noel" em disfarce. Os anúncios publicitários nos mantêm enganados sobre o "espirito do Natal". Os Jornais onde são publicados estes anúncios trazem editoriais que exaltam e elogiam a festividade pagã e seu "espírito". As pessoas crédulas estão tão convencidas que muitas se ofendem ao conhecerem a verdade. Porém o "espírito natalino" é revivido cada ano, não para honrar ao Senhor Jesus Cristo, mas para vender mercadorias! Como todos os enganos de Satanás, o Natal também se apresenta como "anjo de luz", algo aparentemente bom. Denominamo-nos como nação cristã, porém sem saber estamos realmente na Babilônia, tal como predisse a Bíblia. Apocalipse 18:4 nos adverte: "Sai dela, povo meu, para que não sejais participantes de seus pecados, nem recebais parte de suas pragas".

Afinal a Bíblia mostra quando nasceu o Senhor Jesus?


Sim, podemos através de alguns detalhes bíblicos; citar cronologicamente o nascimento do Senhor Jesus e verificar que o Seu nascimento foi o cumprimento de uma das mais importantes festas do Velho Testamento – a festa dos Tabernáculos. O Senhor Jesus nasceu na festa dos Tabernáculos, que acontecia a cada ano, no final do sétimo mês (Etenim) do calendário judaico que corresponde ao mês de setembro do nosso calendário. A festa dos Tabernáculos ou Cabanas, significava Deus habitando com Seu povo. Foi instituída por Deus como memorial, para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto em que o Senhor habitou no Tabernáculo no meio de Seu povo (Levítico 23: 39-44; Neemias 8: 13-18).No Evangelho de João capítulo 1, versículo 14, vemos que o Verbo (Cristo) habitou entre nós. Esta palavra no grego é skenoo – tabernaculou; isto é, a festa dos Tabernáculos cumprindo-se no Senhor Jesus Cristo, o Emanuel (Isaías 7: 14) que significa Deus conosco. No Senhor Jesus Cristo se cumpriu não apenas a festa dos Tabernáculos, mas também a festa da Páscoa, na Sua morte (Mateus 26:2; I Coríntios 5:7), e a festa do Pentecostes, quando enviou o Espírito Santo sobre a igreja. (Atos 2:1).
Vejamos nas Escrituras alguns detalhes que nos ajudarão a situar cronologicamente o nascimento do Senhor Jesus: os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 15 dias, ou seja, 24x15=360 dias ou um ano (I Crônicas 24:1-19); o oitavo turno pertencia a Abias (I Crônicas 24: 10); o primeiro turno iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico – mês de Abide (Êxodo 12:1-2; Deuteronômio 16:1; Êxodo 13:4); temos a seguinte correspondência de calendário:

Mês, Nome, Turno, Referência bíblica:


1 Abide ou Nisã Março 1 e 2, Êxodo 13:4; Ester 3:7
2 Zive Abril 3 e 4, I Reis 6:1
3 Sivã Maio 5 e 6, Ester 8:9
4 Tamuz Junho 7 e 8 (Abias), Jeremias 39:2; Zacarias 8:19
5 Abe Julho 9 e 10, Números 33:38
6 Elul Agosto 11 e 12, Neemias 6:15
7 Etenim ou Tisri Setembro 13 e 14, I Reis 8:2
8 Bul Outubro 15 e 16, I Reis 6:38
9 Chisleu Novembro 17 e 18, Esdras 10:9 ; Zacarias 7:1
10 Tebete Dezembro 19 e 20, Ester 2:16
11 Sebate Janeiro 21 e 22, Zacarias 1:7
12 Adar Fevereiro 23 e 24, Ester 3:7


Comecemos por Zacarias, pai de João Batista. Ele era sacerdote e ministrava no templo durante o "turno de Abias" (Lucas 1:5,8,9). Terminado o seu turno voltou para casa e, conforme a promessa que Deus lhe fez, sua esposa estéril, concebeu João Batista (Lucas 1:23-24). Portanto João Batista foi gerado no fim do mês de Tamuz ou início do mês Abe. Agora um dado muito importante: O Senhor Jesus foi concebido seis meses depois (Lucas 1:24-38). Portanto o Senhor Jesus foi concebido no fim de Tebete ou início de Sebate.


Visto estes detalhes nas Escrituras, chegamos à conclusão que João Batista foi gerado em fins de Junho ou início de Julho, quando Zacarias voltou para casa após seu serviço no templo. O Senhor Jesus Cristo foi concebido seis meses depois, no fim do mês de Dezembro ou início de Janeiro. Ele não nasceu em Dezembro ou início de Janeiro. Ele não nasceu em Dezembro como diz a tradição, mas foi gerado nesse mês. Nove meses depois, no final do sétimo mês (Etenim), Setembro do nosso calendário, quando os judeus comemoravam a festa dos Tabernáculos, Deus veio habitar com Seu povo. Nasceu o Senhor Jesus! Deus tabernaculou com seu povo. Nasceu o Emanuel Deus habitando conosco. Amém

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Fortalencendo-se

Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.
Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer. Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria. Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima.
Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo. Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries. Disse-me ainda, que freqüentemente dava uma palmadinha nas suas árvores, com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre acordadas e atentas.
Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho. Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei. Vários anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes. Meu antigo vizinho, havia realizado seu sonho!
O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno. Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda.
Que efeito curioso, pensei eu... As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.
Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos. Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis: "Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo".
Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos. Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar.
Portanto, pretendo mudar minhas orações. Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida é não é muito fácil. Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.
Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe.


Autoria Desconhecida, até então-
Postado por: Rodrigo às 10h06

sábado, 6 de dezembro de 2008


"Fiz aliança com os meus olhos" (Jó 31:1)


"Os olhos são a janela da alma", diz um provérbio. Através de uma janela pode se ver toda espécie de coisas e pessoas. Deixamos de ver através das janelas quando elas se fecham (algumas têm brechas) e mesmo fechadas descrevem algo do seu exterior e interior. Janelas também se entreabrem escondendo muito do que poderia ser observado.Semelhantemente são os olhos; abertos, fechados, entreabertos, de todas as formas eles representam o desejo da alma.Jó sabia quantas emoções poderiam ser despertadas apenas pelo olhar, ele conclui o versículo dizendo:


"Fiz uma alinça com os meus olhos; como pois os fixaria numa virgem? A fuga, e não a autoconfiança foi o subterfúgio de manutenção da aliança."E disse o Senhor a satanás: Observaste tu a meu servo Jó? porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, e desviando-se do mal."


Conhecendo a limitação humana, Jo´escolhera não olhar. Se esta aliança fora validada no Edén, certamente o destino da humanidade teria sido outro. Imagino Eva olhando para a macieira, rodeando-a, pegando em suas folhagens, cobiçando o fruto (que parecia cada vez mais atrativo) e mesmo quando as "janelas de sua alma" se fechavam ela se imaginava degustando a maça e sendo como Deus.


A serpente teve êxito em sua tentativa de escravizar o homem porque seus olhos executaram a desobediência da alma.Jesus, como segundo Adão, tembém foi tentado através da visão: "o diabo mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e disse-lhe:Tudo isto te darei se prostrado me adorares. A oferta não o contaminou, Jesus também era aliançado com Deus.


Ao contrário do primeiro Adão, Jesus teve forças suficiente para seguir em frente e resgatar a humanidade escravizada pela serpente no Edén.VIVENDO DAS VISÕESAlgumas visões serviram de alimento em meio às provações:José, acreditou nas visões dos molhos no campo se inclinando para o seu molho. Ele perseguiu e venceu.Abraão, sempre que olhava para o alto lembrava de Deus lhe pedindo para contar as estrelas,era um bálsamo.Josué, a visão da terra prometida lhe impulsionava à conquista.


Que os nossos olhos estejam aliançados com as visões de Deus e que elas se sobreponham à toda e qualquer visão mundana que queira desviar-nos do Caminho Eterno

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Amor simplesmente Amor


O Cristianismo do Novo Testamento é a resposta humana para a revelação do Criador como Deus de amor. Em amor por aqueles que não amavam, o Pai deu o Filho, e o Filho deu sua vida, e o Pai e o filho juntos enviaram o Espírito Santo, para salvar os pecadores da miséria e levá-los à glória.


Crer e desfrutar dessa tremenda realidade do amor Divino, sustenta o amor por Deus e pelo próximo, que os dois grandes mandamentos exigem:"Mestre, qual é o grande mandamento da Lei?


Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, e todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os profetas." (Mateus 22:36-40)O nosso amor expressa nossa gratidão pelo amor gracioso de Deus para conosco e o imita como um modelo.


"Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou." (Efésios 4:32)"Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos." (1João 3:16)O amor cristão é a marca indispensável da vida cristã.


A medida e a prova do amor a Deus é a obediência a Ele de todo o coração. "Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1João 5:3-4) - leia também João 14:15, 21-23); a medida e a prova do amor ao próximo é dar a própria vida em favor dele. "O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.


Ninguém tem maior amor do que do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos." (João 15:12-13)Esse amor sacrificial envolve dar, gastar e até empobrecer-se pelo bem-estar do próximo.


A história apresentada por Jesus acerca da bondade do samaritano para com um tradicional inimigo é o seu modelo de como se deve amar o próximo. (Leia Lucas 10:25-37)O amor cristão é descrito em 1Coríntios 13. A sua total ausência de interesse próprio é marcante.


O amor busca o bem do próximo, e a sua verdadeira medida é o quanto ele dá para que se alcance tal fim. Mais do que simples emoção, o amor é um princípio de ação. É uma questão de fazer algo pelos outros por compaixão a eles, sem levar em conta se sentimos ou não afeição por eles.


É pelo amor ativo de uns para com os outros que os discípulos de Jesus podem ser reconhecidos."Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.Nisto conhecerão todos os que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:34-35)*Texto retirado da Bíblia de Estudo de Genebra - pág.1363 - Livro de 1Coríntios.


E porque não nos questionarmos sobre a nossa forma de amar? É esse o amor que tempos sentido pelo próximo, por pior que este próximo - ou nem tão próximo assim -, seja?


Falhas? Sempre haverão! Mas desistir de tentar? Nunca.É este amor que a Igreja de Cristo tem vivido? A Igreja tem se questionado quanto a isto? Tem amado as pessoas com suas fraquezas, diferenças, falhas...?E você, tem feito a diferença, com seu amor, na sua casa?


Na sua igreja, no seu trabalho, no dia a dia? Ou tem apenas cobrado que as pessoas o amem assim como você é? Já parou pra pensar nisso? Não? Não acha que seria uma boa hora para reavaliar a sua vida, sua convivência com o próximo?Cristo apanhou na face, e ofereceu a outra... Foi negado por muitos, e continua sendo, infelizmente... Mas se deu a Si mesmo por amor de mim, de você, de vocês... E você, o que tem feito com o amor que Cristo que derramou por ti naquela cruz...?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Motivos para clamor






Valor corrente para matar pastores: US$ 250,00 Grupos extremistas hindus estão oferecendo dinheiro, comida e álcool para qualquer um que matar cristãos e destruir seus lares. A violência não é uma novidade em Orissa, Índia, onde o Partido Indiano Comunista estima que mais de 500 cristãos foram mortos por grupos hindus em Orissa desde agosto, 12 vezes mais do que o governo afirma oficialmente: apenas 40 homicídios. Entretanto, atualmente as apostas estão ainda mais altas – pastores têm uma recompensa maior por suas cabeças.Faiz Rahman, presidente da India Good News, disse que militantes hindus estão mirando em líderes cristãos, informou o Christian Post. "O preço corrente para matar um pastor é $ 250,00", afirmou. Rahman, administrador de vários orfanatos no estado de Orissa, disse que ajudou 25 pastores a abandonarem os campos de refugiados, mas 250 líderes ainda estão em abrigos. "Todos os pastores são alvos altamente valorizados", Rahman disse à Release International britânica. "Temos que tirá-los dos campos de refugiados."O porta-voz do Conselho Cristão Indiano afirmou: "Estão oferecendo recompensas às pessoas para matarem e destruírem igrejas e propriedades cristãs. Estão oferecendo bebidas importadas, galinhas, carne de carneiro e armas. Eles ganham gasolina e querosene."Um oficial disse que ele autorizou pessoalmente a "cremação de mais de 200 corpos" encontrados em florestas após os cristãos serem responsabilizados pela morte do líder hindu Swami Laxmanananda Saraswati, no dia 24 de agosto. Eles continuam sendo perseguidos mesmo após maoístas admitirem abertamente o assassinato de Saraswati.Milhares de casas e igrejas foram destruídas e aproximadamente 50 mil cristãos foram forçados a fugir da violência. O Mission Network News estima que 5 mil lares cristãos foram queimados e 200 igrejas destruídas. De acordo com o Christian Post, 30 mil pessoas continuam em campos de refugiados do governo. Dezenas de milhares estão vivendo em florestas, muitos seriamente feridos.O padre Manoj, estabelecido no escritório do arcebispo em Bhubaneshwar, disse que os cristãos ainda estão em esconderijos. "Estão muito assustados para voltar para casa. Eles sabem que se retornarem para suas vilas, serão forçados a se converter ao hinduísmo".O grupo de direitos religiosos, Barnabus Fund, disse que o grupo de militantes hindus "forçou" cristãos em Orissa a se "converterem" ao hinduísmo, ameaçando-os com estupro caso se recusassem. Segundo relatos, vizinhos estupraram uma mulher hindu após seu tio cristão se recusar a renunciar sua fé.Vizinhos disseram a outra hinduísta chamada Jaspina: "Se você continuar sendo cristã, queimaremos sua casa e seus filhos na sua frente." Ela e sua família foram forçados a comer excremento bovino para se "purificar" do Cristianismo. Outros cristãos foram encharcados com gasolina e receberam ordens para participar de cerimônias de conversão ou ateariam fogo neles.Nesta semana, extremistas hindus disseram que estabeleceram um prazo para a captura dos assassinos de Saraswati. Se os culpados não forem entregues até 15 de dezembro, eles prometeram que iniciarão um massacre no dia 25 de dezembro, Natal.De acordo com as últimas notícias, bispos católicos de Orissa escreveram uma carta anônima para o ministro-chefe do Estado. Ela diz: "Este conflito é um plano mestre previamente calculado e planejado para extirpar o Cristianismo de Kandhamanl para concretizar a intenção oculta de se estabelecer uma nação hindu."


Depressão e Felicidade em Deus


O texto abaixo foi originalmente um e-mail enviado por mim a uma amiga com depressão, no dia 28/10/2008.
Ontem eu li uma frase de um cristão muito antigo, do século IV, chamado Agostinho. Ele escreveu: "A busca de Deus é a busca da felicidade. O encontro com Deus é a própria felicidade".
Eu creio que compreender o que está contido na frase acima é o segredo para se superar toda tristeza, decepção e depressão. Digo isso porque eu mesmo já passei por momentos complicados em minha vida, em que fiquei muito depressivo, e tais momentos foram superados com a essência do que Agostinho disse acima.
Toda depressão surge quando nossa vida perde o significado. Isso pode acontecer por vários motivos, dois dos quais são: rotina e apego a coisas ou pessoas. Quando nossa vida fica presa à rotina, com a mesmísse de sempre, perdemos o significado e propósito da vida. Não fazemos nada de novo e a vida começa a se tornar enjoativa, literalmente. Quando nos apegamos a coisas ou pessoas sofremos grandes decepções, pois tanto as coisas quanto as pessoas mudam constantemente e não são eternas. Se fazemos delas o propósito de nossa vida, chega um momento em que elas nos decepcionam, e nossa vida fica destituída de significado.
Quando a vida perde o significado automaticamente entramos em depressão e perdemos a vontade de viver. Parece que já não há motivo para continuar essa caminhada. Muitos têm vontade de se matar, porque não querem mais viver. Eu mesmo já passei por isso.
É em momentos como esse que devemos entender que o propósito de nossa vida neste mundo é a glória de Deus, e somos felizes apenas quando nos satisfazemos n'Ele. Nós só encontramos a felicidade quando Deus passa a ser o alvo da nossa vida. Quando nos apoiamos em coisas ou pessoas nós caímos, porque elas mudam constantemente. Mas se nos apoiamos em Deus estamos seguros, pois Ele é sempre o mesmo e os Seus anos não têm fim (Sl.102.27). Assim, quando nosso coração está em Deus, que é a Rocha Eterna, nós somos felizes, e essa felicidade é eterna, assim como Ele.
Quando Deus é a nossa alegria nada pode nos abalar. Ainda que o mundo caia à nossa volta, os problemas financeiros venham, as pessoas nos decepcionem e tudo dê errado, permanecemos firmes, porque Deus é a fortaleza do nosso coração e a nossa herança para sempre (Sl.73.26).
Por isso, não deixe nada tirar a sua alegria! Que apenas Deus seja sua felicidade! Medite nisso e você verá como muitas coisas irão mudar e como a depressão irá embora rapidamente.

Texto colacionado do blog http://teologia-vida.blogspot.com

A Legitimidade de Jesus




As Havianas adotaram o posicionamento de "As Legítimas" porque após seu estouro, na década de 70 e depois seu pico em 90, muitas marcas como: ryder, dupé, ipanema, começaram a se aproveitar de atibutos das Havaianas, usaram de aspectos como design, estilo e qualidades técnicas pra se igualarem aos chinelos Havaianas.

Nada disso tirou a legitimidade das Havaianas, muito pelo contrário tornou a marca mais forte e alcançando diversas pessoas. Está em NY, Milão e Paris calçando os famosos e também veste o pé dos sem-teto aqui.

Homens, mulheres, crianças e até bebês as usam.Tudo isso tem aplicação na vida cristã. Então, here we go!

Há aproximadamente 2000 anos Jesus esteve nessa terra. Cumprindo a promessa de Deus e assumindo seu papel como um diamante precioso.

Seu símbolo mudou a história da humanidade e a dividiu. Seu nome, sua marca, seu sangue passa por provações até os dias de hoje. Homens, teorias, reinos e impérios tentam destruí-lo, mas Jesus está em NY, Milão e Paris e também entre os sem-teto, e nada disso tirou sua legitimidade.

Arrisco a dizer que até aumentou seu conhecimento. Homens, mulheres, crianças e fetos escutam os seus feitos. Todas as forças "concorrentes" só impulsionaram mais o nome de Cristo, já que todas essas contestações são contra o próprio Cristo, quer dizer, o que tanto os incomoda?

Por que ir contra Cristo? Ele não existiu, não é mesmo? Então o nosso desafio é vestir nossas sandálias e por o pé na estrada. Seja literalmente, virtualmente ou até a sua igreja local, mas o importante é que a história não pare aqui, contudo que se cumpra. Que todos saibam que Jesus é o legítimo!

Pregue, anuncie a legitimidade de JESUS.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

JESUS CONNECTING PEOPLE






" Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça , a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda". (João 15:16)


A Nokia, hoje uma das 11 marcas mais valiosas do mundo, iniciou suas atividades como fábrica de papel, seguindo para o negócio de borrachas e só na década de 60 que se tornou uma referência em telecomunicação na Finlândia.



O mote da organização está em conectar pessoas entre si e as informações que lhes são importantes, com produtos inovadores e fáceis de usar, como celulares, dispositivos e soluções para o uso de imagens, jogos, mídia e negócios.



Agora se trouxermos o conceito da Nokia às nossas vidas, veremos que Jesus já pregou essa proposta há muito tempo, apenas os meios eram diferentes.




Vejam que ambos não se preocuparam em posicionar-se por atributo (o que seria mais apropriado já que estamos falando de produtos/serviços tão caprichados), mas se importaram com o usuário.




A idéia central é conectar, ir (ide por todo mundo...), sair da inércia! Trata-se de pessoas que precisam de pessoas. Nenhum dos verbos citados existe sem que duas ou mais pessoas estejam atuando. Foi isso o que Jesus fez!




É isso que Ele quer de nós! Pessoas atuantes, capazes de disseminar informações importantes (boas novas), utilizando-se de meios inovadores e fáceis. Eu não imagino que Jesus usava um microfone pra falar pra 5 mil homens (fora esposas e filhos) durante o 1º milagre de pães e peixes, tão pouco ia do Mar da Galiléia à Cafarnaum pegando um avião ou fazendo vídeo-conferência, mas NINGUÉM conseguiu fazer o que Ele fez! Entretanto, nós temos todas essas facilidades...E o que estamos fazendo?




Esse é o propósito: connecting people (ligando pessoas) em nome de Jesus, assim como Ele fez.








Margarete

domingo, 30 de novembro de 2008

A questão das escolhas


Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. (Mateus 6:24) Jesus explica, agora, que além da escolha entre dois tesouros (onde vamos ajuntá-los) e entre duas visões (onde vamos fixar os nossos olhos) jaz uma escolha ainda mais básica: entre dois senhores (a quem vamos servir). É uma escolha entre Deus e Mamom: “Não podeis servir a Deus e a Mamom” (ERC); isto é, entre o próprio Criador vivo e qualquer objeto de nossa própria-criação que chamamos de “dinheiro” (“Mamom” é uma transliteração da palavra aramaica para riqueza). Não podemos servir dos dois.Algumas pessoas discordam destas palavras de Jesus. Recusam-se a ser confrontadas com uma escolha tão rígida e direta, e não vêem a necessidade dela.Asseguram-nos que é perfeitamente possível servir a dois senhores simultaneamente, por conseguirem fazer isso muito bem. Diversos arranjos e ajustes possíveis parecem-lhes atraentes. Ou eles servem a Deus aos domingos e a Mamom nos dias úteis, ou a Deus com os lábios e a Mamom com o coração, ou a Deus na aparência e a Mamon na realidade, ou a Deus com metade de suas vidas e a Mamom com a outra.Pois é esta solução popular de comprometimento que Jesus declara ser impossível:Ninguém pode servir a dois senhores...Não podeis servir a Deus e às riquezas (observe o “pode” e o “não podeis”). Os pretensos conciliadores interpretam mal este ensinamento, pois se esquecem da figura de escravo e dono de escravo que seencontra por trás destas palavras. Como McNeile disse: “Pode-se trabalhar para dois empregadores, mas nenhum escravo pode ser propriedade de dois senhores”, pois “ter um só dono e prestar serviço de tempo integral são da essência da escravidão”. Portanto, qualquer pessoa que divide sua devoção entre Deus e Mamom já a concedeu a Mamom, uma vez que Deus só pode ser servido com devoção total e exclusiva. Isto simplesmente porque ele é Deus: “Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem”. Tentar dividir a nossa lealdade é optar pela idolatria.E quando percebemos a profundidade da escolha entre o Criador e a criatura, entre o Deus pessoal glorioso e essa coisinha miserável chamada dinheiro, entre a adoração e a idolatria, parece inconcebível que alguém faça a escolha errada, pois agora é uma questão não apenas de durabilidade e benefício comparativos, mas sim de valor comparativo: o valor intrínseco de um e a intrínseca falta de valor do outro.


Fonte: John R. W. Stott, A Mensagem do Sermão do Monte, Editora ABU


Margarete